Orientação Profissional

O momento de escolha de uma carreira profissional, normalmente vem acompanhado de ansiedades. Pressionados a escolher e inseguros ao “como escolher”, o individuo que se confronta diante de uma escolha tende a misturar fantasia e realidade.

Orientação Profissional é o processo que utiliza procedimentos e técnicas específicas que objetivam possibilitar ao individuo o conhecimento de si mesmo frente ao mercado de trabalho, articulando-o ao momento em que uma decisão se faça necessária em relação á vida profissional.

A Orientação Vocacional, que hoje em dia é conhecida como Orientação Profissional, é um instrumento psicológico, uma “ferramenta”, que utiliza a pesquisa e a análise das potencialidades de um indivíduo para indicar à Verdadeira Realização Profissional e Pessoal do Orientado.

A Orientação Profissional auxilia as pessoas no momento da escolha ou redefinição da profissão. Ela não serve apenas aos alunos do Ensino Fundamental e Médio. Serve também para adultos que não estão satisfeitos com a profissão e pretendem investir numa nova carreira ou, mesmo satisfeitos, querem progredir na carreira.
A Orientação Profissional serve não apenas para se ter um norte sobre o campo profissional a seguir, mas também como uma oportunidade de autoconhecimento, de alinhamento entre habilidades/características pessoais e profissão, do sentido/significado do trabalho para o ser humano, da relação trabalho e projeto de vida.
Decidir pela Orientação Profissional já é meio caminho andado, mas ela por si só não garante sucesso. Já dizia a poeta Cora Coralina (1889-1985): 

“A Verdadeira coragem é ir atrás de seus sonhos mesmo quando todos dizem que ele é impossível”.

Como funciona a Orientação Vocacional?

A orientação vocacional ocorre em cinco sessões, podendo ser individual ou em grupo, e é dividida em duas etapas. Na primeira etapa, foca-se o autoconhecimento e na segunda o conhecimento do mercado de trabalho. Para isso, utilizam-se instrumentos da Psicologia, como testes psicológicos, questionários, escalas, vivências, reflexões, jogos dramáticos e pesquisa de campo. Espera-se, assim que por meio da Orientação Vocacional, o indivíduo possa assumir o papel de agente capaz de tomar ações seguras e significativas para obter os seus objetivos de vida.

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Rei que é rei nunca perde a majestade

Stela Kelein- Coach executiva e de vida

O príncipe Harry, um dos herdeiros do trono inglês, decidiu que queria fazer coaching.  “É que essa história de virar rei… acho que não é pra mim”, disse a seu pai. “Como assim não é pra mim?”, retrucou o príncipe Charles. “Você é da linha de sucessão e é assim que as coisas são. Se você tiver sorte, pode ser que eu, seu irmão ou seu sobrinho cheguemos lá antes de você, e aí sim pode ser que você pode pensar em fazer alguma outra coisa da vida. Estamos entendidos?” Harry saiu cabisbaixo, sentindo-se totalmente  derrotado diante do futuro imutável, desenhado pelo pai. Resolveu então procurar no Google: como ser um rei feliz.

            Essa não é uma história real (com o perdão do trocadilho). Ou talvez ate seja, vá lá saber. Mas o ponto que queria trazer é que, muitas vezes, quase que inconsciente, abraçamos uma carreira que originalmente pode ter sido imaginada por nossos pais, não por nós.

            Talvez seja difícil identificar se isso ocorreu conosco. Mas podemos sentir os sintomas: uma desmotivação aqui, uma frustração ali, várias vezes até uma falta de sentido. Ou o assunto é muito difícil, por mais que a gente estude, ou é absolutamente entediante.

             Imagine-se no futuro, já bastante idoso. Você acha que poderá estar frustrado por não ter tentado uma carreira diferente?

            A questão é que escoemos a nossa carreira quando ainda somos muito jovens e, no meio de tantas provas de matemática e prazos para entregar trabalhos de grupo, pode ser difícil traçar um plano consistente sobre como investigar o tipo de trabalho que mais pode ter a ver conosco. A escola não ensina o que é propósito, o que é missão de vida, ou como tentar descobrir quais são nossos talentos. Muitas vezes, o que mais nos auxilia é um “guia de profissões” comprado na livraria ou baixado na internet. Alguns lugares promovem palestras profissionais das mais variadas áreas, o que já ajuda um bocado a termos contato com o mundo do trabalho. Então, é comum sermos influenciados pela profissão dos pais ou de pessoas próximas, às vezes, os pais, querendo ou não, também deixam escapar certa expectativa sobre o filho tomar este ou aquele caminho profissional e, se o filho quiser muito agradar os pais (e qual o filho não quer ?), “o peixe pode morder a isca”.

             Não tenho certeza se há apenas uma carreira para cada pessoa. Parece que, no latim, essa palavra vem de “carraria”, ou seja, “caminho para se passar transportes”. Será que não posso ter vários transportes (profissões) ao longo da minha estrada? Em determinado momento d visa posso me interessar por um tema, ser muito bem-sucedida nele e depois começar a desenvolver outro. Ou talvez ter dois interesses bem estruturados em paralelo.

            Acho que é normal a gente ter muitas dificuldades para trocar de profissão, especialmente quando considera todos os anos de estudo, um inicio que, às vezes, não é fácil ou uma reputação já construída na área em que atua. Mas, antes de decidir que, mesmo não se identificando mais com a profissão, vai continuar nela para não perder o que já fez, recomendo um exercício de visualização. Imagine-se no futuro, já bastante idoso. Você acha que poderá estar frustrado por não ter tentado uma carreira diferente? Estará orgulho pela forma como gerenciou sua vida de trabalho? Estará satisfeito com a história que criou? Se não tem tanta certeza sobre responder “sim” a essas perguntas, sugiro realmente pensar se está na profissão certa (ou no emprego certo) para o seu atual momento. Existem várias formas de fazer uma transição de carreira, algumas bem suaves e eficazes. O mais difícil talvez seja gerenciar o próprio ego, mas lembre-se daquele ditado popular: “rei que é rei, nunca perde a majestade!”